• 13 de August de 2020
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Saint Vincent: o santo bom de copo!

Saint Vincent: o santo bom de copo!

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Saint Vincent: o santo bom de copo!
 

Gevrey-Chambertin - Borgonha/França - “Deux mille vins!”. Dois mil e vinhos? Ou seria dois mil e vinte? O trocadilho ao ano que começa, 2020, é uma das primeiras frases que leio antes mesmo de chegar à pequena cidade de Gevrey-Chambertin, coração da Borgonha.

Trocadilho bem humorado: todo  vilarejo participa decorando suas casas

Aqui, como em boa parte da França, tomar vinho é literalmente coisa de criança! Logo na entrada da mais prestigiada e aguardada festa de inverno da região, uma “petite cave dégustation pour les enfants”! Traduzindo: uma pequena cave de degustação para as crianças! Genial, penso eu! Por isso o vinho é algo sagrado na França e entronizado na Borgonha! Desde pequeninos eles já tomam contato com o mundo das videiras, dos terroirs!

Vinho aqui e brincadeira de criança

Daí surge o encantamento com essa coisa mágica que envolve tudo e todos nos territórios franceses! Estou na Festa de Saint-Vincent Tournante 2020. Esta é a de número 76! Ou seja, há setenta e seis edições eles festejam o vinho e movimentam a região que produz alguns dos melhores vinhos do planeta mas, que nesta época de inverno se mostra recatada, recolhida, melancólica. Vamos aos números. Impressionantes para um vilarejo perdido no meio do interior francês. Criada em 22 de janeiro de 1938 pela Confraria dos Cavaleiros Provadores de Vinho (em livre tradução), a feira cresce e aparece a cada ano.

Turistas na festa de Saint Vincent: vinho aquece a economia também no inverno

Neste ano foram mais de 80 mil visitantes que avidamente consumiram quase 20 mil garrafas de vinho! Para receber esse batalhão de exigentes e ávidos conhecedores, 14 vinícolas colocaram seus vinhos à disposição para degustação. Quatro restaurantes, 18 food-trucks, 17 associações  e 800 voluntários levaram mais de sete mil horas de trabalho ao longo dos últimos meses para planejar e executar cada detalhe desta festa única em toda a França. São dois dias de “feliz e descompromissada bebedeira no meio da rua”, afirma o turista belga que, alegremente, toma mais uma taça. Mas para que tudo isso seja possível, a cidade, além de decorada com as cores da Borgonha por cada um de seus habitantes, se preparou muito no último ano. Funciona assim: você compra um “kit de festa” composto de livretos informativos, saca-rolhas e, claro, uma taça de cristal com a inscrição do local e data da festa. Junto com ela, recebe oito tíquetes de degustação que dão direito a provar diferentes vinhos de cada produtor. E tome pinot noir no meio da rua.

Taças comemorativas de cristal dão direito a oito degustações

Somos jornalistas brasileiros e estamos trabalhando” informo eu a uma simpática senhora que, de última hora, vende kits para os retardatários! Tomo mais um gole e penso que, realmente, não tenho do que reclamar da vida. Sob uma temperatura média de três graus positivos, milhares de pessoas vindas de todos os cantos da França e da Europa, festejam, cantam e bebem! Muito! “Por trás desta alegria contagiante há outra maior, afirma Bárbara Gris-Pichot, uma das diretoras do Escritório de Turismo da Borgonha-Franche-Conté. Não só a cidade como toda a região se beneficia desta festa no meio do inverno europeu. Sem ela, tudo seria muito mais cinza, menos feliz e, obviamente, menos pulsante economicamente falando”.

“Todos saem lucrando com a rotatividade da festa”. Barbara Gris-Pichot(e) com  a jornalista Adriana Reis

Neste ano foram degustadas cinco safras diferentes: 2009, 2013, 2014, 2018 e 2019. Cada uma com suas peculiaridades, sabores e aromas. Todas, neste contexto, mágicas para mim. Assim como para as pessoas simples que trazem alento e pujança econômica para a região ou para as celebridades como atletas olímpicos, cantores e jogadores famosos de toda a França. Preciso descobrir logo onde será a festa do ano que vem, já que a cada ano uma cidade diferente hospeda a “Saint-Vincent Tournante”!

Jornalista Paulo Panayotis na festa de Saint Vincent

Absorto entre um gole e outro de pinot-noir, a uva emblemática da Borgonha, ouço conversas que vão dos profundos elogios ao comitê organizador às severas críticas pela distância dos estacionamentos ou a temperatura de serviço dos vinhos! Para mim, tudo é novidade, encantamento, surpresa! E dá-lhe vinho. Ainda bem que o estacionamento é longe, falo comigo mesmo, indo para local onde estão os veículos em pleno inverno europeu! Assim, quando chegar lá, os “efeitos benignos do vinho já estarão devidamente pacificados”. E silenciosamente agradeço a Saint-Vincent, o padroeiro dos vinhateiros e um santo bom de copo! Salut!  

Jornalistas Paulo Panayotis e Adriana Reis estiveram no evento a convite do Escritório de Turismo de Gevrey-Chambertin Nuits-Saint-Georges, seguro viagem Travel Ace, Avis e chip internacional de internet ilimitada A Casa do Chip.

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