• 18 de August de 2017
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Le Havre, capital cultural da Franca em 2017

Le Havre, capital cultural da Franca em 2017

Por: Paulo Panayotis | São Paulo - Brasil Categoria: Colunista

Le Havre, capital cultural da Franca em 2017

A primeira impressão de Le Havre, cidade francesa à beira mar na Normandia, é singular. Um misto de modernidade capitalista e construções quadradonas, estilo comunista, me intriga.

A pouco mais de duas horas de carro de Paris, Le Havre tem longa tradição portuária , arquitetônica e esportiva. Portuária porque é no grande porto desta cidade normanda que chegavam os carregamentos de café exportados pelo Brasil para a Europa. Eportiva porque Le Havre foi a primeira cidade europeia a investir forte na vela como esporte. Uma das maiores regatas do mundo – a Transat Jacques Vabre – parte de suas águas geladas e generosamente piscosas.

Mas é a luz de Le Havre que me seduz... Seduziu antes de mim, mestres impressionistas como Monet. Inspirado pela luz em contraste permanente com o mar, Monet produziu ali uma de suas mais conhecidas obras olhando para o nascer do sol no porto de Le Havre.
Já na entrada da cidade, dezenas de prédios simétricos, de concreto armado, deixam claro que esta não é mais uma simples cidade francesa. Descubro que foi totalmente destruída na segunda guerra mundial. A necessidade de reconstrução rápida fizeram o arquiteto August Perret desenvolver um estilo único e revolucionário para a época . Construiu centenas de edifícios de concreto armado, altamente funcionais, de forma extremamente rápida e barata. Isso deu à cidade ares modernistas e o título de patrimônio da Humanidade pela Unesco.

Mas as surpresas não param por aí. Encravado no meio da cidade esta um conjunto arquitetônico sinuoso, orgânico, enigmático! E conhecido por nós brasileiros. O “ vulcão” como foi batizado, é uma obra brasileira em terras normandas. Convidado pelo prefeito da cidade, Oscar Niemeyer produziu ali mais uma de suas obras de arte. Com suas linhas inconfundíveis, de uma beleza orgânica, todo o conjunto é hoje um marco moderno de Le Havre e funciona como centro cultural, biblioteca e ponto de encontro de turistas e residentes. Imperdível!  

Assim como o MuMA, o Museu André Malraux de arte Moderna. Eu duvidei mas o lugar possui um incrível acervo de pintura impressionista. Como se tudo isso não bastasse, é possível – e obrigatório – experimentar os divinos queijos e a untuosa manteiga da Normandia. 

Os peixes e frutos do mar de um frescor ímpar são a pausa ideal em um dos restaurantes .

Surpresa atrás de surpresa, a cidade abriga alta gastronomia, como por exemplo o renomado  chefe Jean-Luc Tartarin, com seu restaurante  que ostenta duas estrelas pelo prestigioso guia Michelin!. Estive por lá. Nas próximas colunas eu conto mais detalhes de como foi esta experiência... Mas antecipo: não saia de Le Havre sem experimentar as espetaculares vieiras preparadas à moda normanda!

Outra grande surpresa é a colossal igreja de São José. Com 110 metros de altura,  mais de 12 mil pequenos vitrais, pode ser vista de praticamente todos os pontos da cidade. Toda em concreto armado, dizem que é possível ver mais de 50 tonalidades de cores adentrando seus colossais vitrais em dias de sol...

Pena que chovia no dia quando visitei. Não bastasse tudo isso, Le Havre ainda oferece uma excelente infraestrutura hoteleira, gente alegre e hospitaleira e uma excelente base para conhecer a Normandia...

Eu aproveitei e fui ali pertinho, a meia hora de carro da cidade, para conhecer as famosas desconcertantes falésias de Étretat... mas esta já é uma outra viagem... E detalhe... no ano que vem, Le Havre será a capital francesa da cultura. Acho que está na hora de você conhecer... Mais detalhes em breve no portal www.oquevipelomundo.com.br

O jornalista viajou a convite do Turismo de Le Havre com veículo da Avis e seguro viagem da Travel Ace.