• 20 de October de 2017
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Acabou a festa: bagagens em voos serão cobradas

Acabou a festa: bagagens em voos serão cobradas

Por: Paulo Panayotis | São Paulo - Brasil Categoria: Geral

Da redação com Panrotas

Há tempos que vinhamos alertando: essa mamata com direito a 2 malas de 32 quilos para cada passageiro vai acabar. E acabou! A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) aprovou nesta terça-feira(13) novas regras para o transporte aéreo de passageiros. Essas regras devem entrar em vigor a partir de 14 de março de 2017. As principais mudanças determinam que as companhias aéreas não terão mais de oferecer obrigatoriamente uma franquia de bagagens aos passageiros. Na prática isso significa que elas não serão mais obrigadas a transportar bagagens do passageiros gratuitamente e que passarão a cobrar pelo serviço relativo ao volume despachado. Atualmente, a franquia de bagagens é de um volume de 23 quilos nos voos domésticos e de dois volumes de 32 quilos nos internacionais.

Para a Diretoria da Anac, "as novas medidas colocam o Brasil em um patamar internacional, dão clareza ao consumidor sobre os serviços que estão sendo cobrados e tranquilidade ao mercado do setor aéreo". O texto da resolução foi aprovado por unanimidade durante reunião da diretoria, em Brasília, e tem uma cláusula que permite revisão a cada cinco anos.
Mas para quem isso é bom???
Como tudo no Brasil, o pacotão veio como sempre: oito ou 80!

Antes da aprovação, o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor, o Idec(Instituto de Defesa do Consumidor), enviou uma notificação à Anac solicitando revisão em alguns trechos da proposta por desrespeitarem o Código de Defesa do Consumidor (CDC).O órgão exigiu, entre outros, a extinção de itens como isenção da responsabilidade das companhias aéreas em dar assistência ao passageiro se o atraso ou cancelamento do voo for decorrente de casos fortuitos ou de força maior, como fatores climáticos ou um atentado terrorista. Além disso, frisou a possibilidade de cobrança de multa de até 100% do valor pago pela passagem se o consumidor desistir da viagem. "Solicitamos a alteração ou exclusão dessas propostas na audiência pública realizada em abril deste ano, assim como nas contribuições à consulta pública sobre o tema, encerrada em maio”, disse a advogada do instituto, Claudia Almeida.

Nossa opinião:
Acreditamos que o Brasil tem que se adequar ao que se pratica em nível internacional, respeitando a livre iniciativa, o mercado e, principalmente, o passageiro. Quem leva mais peso, ou seja, mais malas, tem que pagar mais por isso afirma o jornalista Paulo Panayiotis, especializado em turismo. Da mesma forma quem não carrega malas pesadas consigo, ou nem despacaha bagagem tem que ter uma tarifa diferenciada, menor do que quem transporta bagagem. Ocorre que no Brasil, afirma ele, tudo é oito ou 80. Seguramente por aqui as passagens nao terão nenhuma redução para quem não transporta bagagem. Em compensação, conclui Panayotis, haverá elevação para quem despacha bagagem. E olha que brasileiro adora bagagem, brinca ele. Se isso ocorrer, a exemplo do que ocorre com os aumentos e reduções de gasolina, quem será mais uma vez prejudicado serão os passageiros.

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