• 12 de November de 2018
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Oriente e Ocidente aos pés da Torre Eiffel

Oriente e Ocidente aos pés da Torre Eiffel

Categoria: Gastronomia

Há mais de um século a mansão, onde hoje é o luxuoso Shangri-la em Paris, faz parte da história da França. 

Ao entrar nos portões de ferro originais, o pequeno pátio, com vasos inspirados na dinastia Ming, você imediatamente sente o tom da mistura Oriente e Ocidente, que marca este lugar.

Nesta minha última viagem à capital parisiense fui almoçar no La Bauhinia, um dos três restaurantes deste hotel palácio. 

Logo na entrada do restaurante, os estilos dos séculos XVII e XIX saem de cena. Aqui, a Ásia, continente onde nasceu o grupo Shangri-la, nos anos 70, assume o comando, tanto na decoração quanto nos sabores. A influência francesa fica por conta da suavização dos temperos e delicadeza da apresentação.

Construído entre 1892 e 1899 pelo arquiteto Ernest Janty, este hotel foi originalmente a mansão do príncipe Roland Bonaparte, sobrinho neto de Napoleão. Mas é no século XXI, mais precisamente em 2010, que o Shangri-la Paris, localizado a cerca de 600 metros da torre Eiffel, abre suas portas como o primeiro hotel do grupo na Europa. Em pouco tempo conquista uma clientela fiel e, com sua excelência de serviço, entra para o ultra seleto grupo dos hotéis com a distinção palácio, assim como o Mandarin Oriental Paris e outros poucos.

Obras de arte, tapeçaria e relíquias são cuidadosamente restauradas durante a longa reforma e modernização comandada pelo arquiteto Richard Martinet. Este mestre do design também assina os projetos do Crillon, Peninsula e do mais novo hotel da cidade, o Fauchon, com inauguração prevista para o segundo semestre deste ano. 

Entre mobiliário francês e peças asiáticas, o menu servido no La Bauhinia é uma delicada composição de produtos orientais e ocidentais.

A entrada, foie gras servido com figos e geleia ligeiramente apimentada, brilha e abre o apetite antes da chegada de vieiras gratinadas com toques cítricos.

O peixe grelhado vem acompanhado de molhos com ervas servidas na Ásia.

Para a harmonização, a escolha do sommelier é champanhe e um fino e aromático Sancerre, vinho branco delicado produzido na região do Vale do Loire.

Na sobremesa, chocolate em três tempos e mil folhas com folhas de ouro, que derretem na boca.

Ao preço fixo de 58 euros, sem bebidas, o menu no horário do almoço é uma excelente opção. 

Vale lembrar que é fundamental fazer reservas.

Os outros dois restaurantes do Shangri-la são: o francês L’Abeille, com duas estrelas Michelin, e o Shang Palace, o único chinês estrelado na França.

Antes de almoçar, fomos conhecer o hotel. Das esculturas, aos metais trabalhados nas escadarias, do mármore, aos lustres, das obras de arte às tapeçarias. Tudo é harmoniosamente pensado para que o hóspede se sinta à vontade em um castelo moderno. Nos quartos e banheiros há muito espaço. Amenities são da marca italiana Bulgari. E nas suítes, há sacadas. Algumas delas com vista para a torre Eiffel.

Moderno e a dois passos de grandes atrações, o Shangri-la Paris é do lado do Trocadéro, Museu do Homem, Museu de Arte Moderna, Museu Guimet ou Museu Nacional de Arte Asiática.

Tem ainda as maravilhosas lojas na sofisticada Avenue Montaigne. E, nos dias com tempo bom, um jardim com vista para a torre Eiffel espera por você antes ou depois de flanar por Paris.

Serviço
Endereço: Shangri-la Paris - 10 Avenue d’Iéna, Paris – França
Informações e reservas: www.shangri-la.com
Crédito das fotos - © Paulo Panayotis | Adriana Reis  | Todos os direitos reservados ©oqvpm

Jornalistas Adriana Reis e Paulo Panayotis almoçaram no restaurante La Bauhunia a convite do grupo Shangri-la.
02.2018

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